2018
Museu de Arte Moderna de São Paulo
Expografia Bia Falleiros
A exposição foi a maior reunião de obras já feitas do artista, mais de 200 peças entre desenhos e pinturas. Um artista complexo, repleto de contradições em sua trajetória, explora as figuras e suas multiplicidades. “Nery estava na contracorrente dos ‘passadistas’e dos ‘modernistas'”, escreveu Paulo Sérgio Duarte curador da exposição. Nesse sentido o partido do projeto expográfico foi explorar uma oposição entre a obra de Nery e o entorno que o abriga, justamente o Museu de Arte Moderna de São Paulo. A oposição foi criada com a construção de piso e paredes com a mesma sequência de cores claras que delimitavam a divisão das obras selecionadas pelo curador, em oposição às cores escuras e ausência de iluminação na parte externa. Simultaneamente, o espaço expositivo foi explorado em sua dimensão longitudinal, normalmente pouco usada em outras exposições dessa maneira aberta. Isso confluiu com a produção intensa do artista ali representada pela quantidade de obras, que foi valorizada com o posicionamento lado a lado em paredes contínuas de 60 metros.




Avaliações
Não há avaliações ainda.